Conselho Universitário aprova institucionalização da AUIN

Agência de Inovação passa a integrar Estatuto e Regimento da Universidade

  Em reunião ordinária realizada no dia 26 de agosto, na sede da Reitoria, em São Paulo, o Conselho Universitário aprovou, por unanimidade, a integração da Agência Unesp de Inovação (AUIN) ao Estatuto e ao Regimento Geral da Universidade. Com a institucionalização, a Agência passa de órgão ligado informalmente ao Gabinete do reitor a órgão integrante do Gabinete. Para o diretor executivo da AUIN, o físico José Arana Varela, esta aprovação pode ser interpretada como um reflexo do rápido amadurecimento da UNESP. “A comunidade unespiana assimilou a importância da Agência como instrumento necessário para a transferência do conhecimento à sociedade”, diz. “Embora de vida ainda relativamente curta, ela já é bastante conhecida de docentes e alunos, que nos têm requisitado para reuniões científicas e para palestras sobre inovação”.
     Criada em março de 2009, a partir de um já existente Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), a Agência Unesp de Inovação tem como objetivo básico proteger as criações intelectuais dos pesquisadores e promover a aproximação entre a comunidade acadêmica e a iniciativa privada.

Imagem positiva

     De acordo com a farmacêutica Vanderlan Bolzani, vice-diretora executiva da AUIN, a conexão entre o conhecimento e o bem social tem se tornado cada dia mais importante e necessária, e a pronta aprovação da integração da Agência ao Estatuto e ao Regimento revela esta percepção dos conselheiros. “Durante a sessão, foi feita uma leitura da importância e da imagem positiva da Agência”, ela pondera. “Interpreto este resultado como um reconhecimento, pela comunidade, de que nosso trabalho é verdadeiramente essencial”.
     Tendo como órgão mediador a Fundação para o Desenvolvimento da Unesp – Fundunesp –, que executa administrativamente seus atos, a AUIN coordena os processos de registro, a proteção e o licenciamento de inovações tecnológicas, apóia a implantação de parques tecnológicos e incubadoras e defende políticas institucionais de proteção intelectual e outras formas de transferência de tecnologia. Além disso, acompanha o processamento, a obtenção e a manutenção dos títulos de propriedade intelectual da Universidade e as negociações da UNESP com o setor produtivo.
     Outro aspecto importante da Agência, no entender de Varela, é o fato de ela desobrigar o pesquisador a comercializar o seu produto. “Não é papel do pesquisador sair por aí vendendo suas descobertas”, ele reforça. “Até porque, muitas vezes, ou quase sempre, ele não percebe o potencial que pode ter o seu produto”. Para ilustrar este caso, Vanderlan cita uma tese de mestrado que, graças à ação da AUIN, transformou-se numa inovação com patente francesa: “Numa parceria com a Natura, mediada pela Fapesp, obtivemos frações antioxidantes a partir da Sclerolobium paniculatum, árvore distribuída em diversos estados do Brasil”, finaliza.

Paulo Velloso

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