Finep reduz juros de linhas de financiamento à inovação – 03/07/2009
(Fonte: Valor Econômico – 03/07/2009)
A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, baixou as taxas de juros cobradas em seus empréstimos, ao acompanhar a redução recente da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), de 6,25% para 6% ao ano. A instituição de fomento em pesquisa e desenvolvimento capta recursos em fundos atrelados à TJLP e oferece juros mais baixos como incentivo à pesquisa, desenvolvimento e inovação. Várias das modalidades de crédito oferecidas têm taxas negativas, levando em conta a inflação dos últimos 12 meses.
Na linha dos programas mobilizadores em áreas estratégicas da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) do Governo – nanotecnologia, energia, biotecnologia, complexo industrial da saúde e tecnologia da informação – a taxa foi fixada em 4% ao ano. A maior taxa de juros da Finep, de 8% ao ano, foi fixada para projetos de pré-investimento não relacionados diretamente às políticas governamentais.
Na linha dos programas do PDP, para consolidar setores nos quais o País já é líder, como petróleo, siderurgia e celulose, a taxa de juro caiu para 4,5%. Já nos programas para fortalecer a competitividade, que abrangem desde o setor automobilístico aos de bens de capital e construção civil, a taxa baixou para 5% ao ano. “Trabalhamos antenados com o BNDES, na Política de Desenvolvimento Produtivo, mas somente em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Com essa redução da taxa ao financiamento para inovação, participamos das políticas anticíclicas do Governo”, disse o presidente da Finep, Luis Fernandes.
Em meio à crise, a instituição observou forte aumento da procura de empresas interessadas em financiamento para inovação. Em 2008, os projetos em análise somavam R$ 1,6 bilhão. No primeiro semestre de 2009, a demanda em análise já equivalia a R$ 3,4 bilhões. O desembolso do primeiro semestre ficou em R$ 912 milhões, montante superior ao total de recursos liberados no ano passado, de R$ 732 milhões. “No contexto da crise e da redução dos investimentos em capital, os empresários entendem que é o momento para acelerar investimentos em inovação”, disse Fernandes.
O aumento da demanda por crédito em inovação, diz Fernandes, pode alavancar a competitividade da indústria nacional. “O empresariado entendeu que pode sair melhor em termos de produtividade da crise”, afirmou. A Finep, no entanto, não foi poupada de cortes de orçamento. Perdeu R$ 1 bilhão este ano e ficou com R$ 2,5 bilhões, mesmo montante de 2008.
Retirado do site:http://www.protec.org.br/noticias.asp?cod=3923



