Programa, que obteve deferimento deregistro junto ao Instituto Nacionalde Propriedade Industrial, automatiza coleta de dados sobre tempestades
Basta lembrar a recente tragédia que se abateu sobre a Região Serrana do Rio de Janeiro, no início deste ano, com um saldo de mortes superior a 800 pessoas, para se ter uma idéia da importância dos serviços de meteorologia. A previsão de tempestades e o imediato repasse de informações a órgãos públicos, por exemplo, podem poupar um sem número de vidas. Foi pensando em utilizações como essas que José Márcio Bassan criou o software “Guardião”, que, por intermédio da Agência Unesp de Inovação (AUIN), acaba de obter deferimento de registro junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
Desenvolvido em 2009, o “Guardião” é um software para aplicação no gerenciamento da gravação de dados dos radares meteorológicos, sem a necessidade da intervenção humana. “Ele vai facilitar, em muito, o trabalho dos técnicos que, sem a sua implantação, têm que realizar o trabalho manualmente”, diz Bassan, servidor do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) e pós-graduando da Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp, câmpus de Botucatu.
Com a entrada em operação do “Guardião”, a perda de dados gerados pelos radares meteorológicos, ocasionada por fadiga do operador, é praticamente eliminada. “Isso é extremamente importante, já que estes dados compõem um banco de informações vitais para a realização de análises e estudos sobre as tempestades”, diz Ana Maria Gomes Held, diretora do IPMet, unidade complementar da Unesp. “Eles visam melhorar a previsão imediata realizada pelos meteorologistas do IPMet e, consequentemente, as atividades de prestação de serviços à sociedade.”
A aplicabilidade do software, no entanto, não se restringe ao gerenciamento de gravação de dados de radar, podendo ser utilizado também em áreas como a de transmissão e armazenamento de dados vindos de estações meteorológicas e de estações de monitoramento de condições hidrológicas e ambientais. “Me sinto largamente recompensado pelo esforço despendido na criação do ‘Guardião’”, diz Bassan. “Não só por ter podido contribuir com os objetivos da Universidade, mas também porque ele pode ser usado em diversos setores produtivos da sociedade”.



