Lideranças empresariais divulgam manifesto do Movimento Empresarial pela Inovação (MEI) durante 3º Congresso Brasileiro de Inovação na Indústria
O Movimento Empresarial pela Inovação (MEI) lançou, nesta quarta-feira (19 de agosto), manifesto dos industriais brasileiros pelo aumento dos investimentos, públicos e privados, em pesquisa e desenvolvimento.
O documento foi divulgado durante o 3º Congresso Brasileiro de Inovação na Indústria, que acontece até o final da tarde desta quinta-feira. O MEI é uma iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Na abertura do evento, o presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, disse que a retomada do crescimento econômico brasileiro no pós-crise dependerá da capacidade de inovar. “Daí o sentido de urgência dessa agenda da inovação, que é um dos pilares do desenvolvimento econômico”, afirmou.
Monteiro Neto ressaltou que o investimento em inovação, principalmente na indústria de transformação, está diretamente ligado à competitividade internacional do setor.
“Só por meio do intenso e contínuo investimento em inovação é que a indústria brasileira terá condições de aumentar sua participação no mercado externo”, observou.
O Brasil investe, anualmente, aproximadamente 1% do Produto Nacional Bruto (PNB) em inovação, de acordo com dados da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) de 2007. Metade desse valor é investido pelo setor público e metade pelo setor privado.
O desafio, segundo Monteiro Neto, é primeiro mobilizar o empresariado a investir ainda mais, e depois afinar a parceria com o setor público, de modo a aplicar recursos em inovação nos mesmos níveis dos vistos em países avançados (acima de 3% do PNB).
“Podemos afirmar que o Brasil está maduro para levar adiante a parceria entre governo e setor privado na inovação”, concluiu o presidente da CNI.
Manifesto
No ‘Manifesto pela Inovação nas Empresas’, os industriais advertem para a importância da inovação para o desenvolvimento do país, mais essencial do que nunca neste período de crise da economia mundial.
O documento observa que “inovação é agregação de qualidade – mas não só. É incorporação de tecnologia – mas não só. Inovação é o requisito para uma economia competitiva, próspera e sustentável, com maior produtividade, com melhores empregos e salários.”
A crise internacional reforça esse quadro, assinala o documento. “O mundo mudará de forma significativa nos próximos anos. As economias desenvolvidas voltam-se ainda mais para novos setores e tecnologias, com ênfase na sustentabilidade. E temos fortes competidores entre os países emergentes.”
O manifesto reconhece que o Brasil, em especial as empresas brasileiras, avançaram em inovação.
“Inovamos mais que qualquer economia latino-americana, com as empresas respondendo por metade do gasto nacional com pesquisa. Mas são avanços insuficientes. Nosso desempenho é muito inferior ao das economias desenvolvidas. Ou superamos esse descompasso, ou corremos o risco de agravar o nosso atraso.”
O documento esclarece que a Mobilização Empresarial pela Inovação, uma iniciativa da Confederação Nacional da Indústria, foi criada para estimular as empresas a investirem mais e melhor em inovação, consolidar a cultura inovadora nas empresas e fortalecer a parceria estratégica entre o governo e o setor privado.
“O desenvolvimento requer políticas de Estado, de longo prazo, em educação e inovação, e uma estratégia de fortalecimento da capacidade produtiva. O Brasil quer se integrar cada vez ao mundo. Mas para isso precisa de empresas capazes de competir globalmente. Nenhum país abre mão de políticas de apoio ao conteúdo local e à agregação de conhecimento à matriz industrial.”
A íntegra do manifesto pode ser acessada está disponível em:
(Informações do Portal da CNI)
Fonte: Jornal da Ciência



