O empreendimento com DNA UNESP que transformou pesquisa acadêmica em espaço vivo de cultura e ciência

Da pós-graduação em Bauru a um museu reconhecido pelo Estado de São Paulo

Em 2014, enquanto ainda desenvolvia sua pesquisa de mestrado na UNESP, Guilherme do Amaral Carneiro não estava apenas revisando referências bibliográficas, ele estava fundando um museu. O Museu do Café de Piratininga nasceu de forma concomitante à sua formação acadêmica, como uma aplicação direta do que ele estudava: como museus de ciências podem ser espaços transformadores na relação entre conhecimento, patrimônio e comunidade.

Uma pesquisa que virou projeto, um projeto que virou museu

Guilherme é mestre e doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Educação para a Ciência da UNESP Campus Bauru, um dos programas mais reconhecidos do Brasil na área. No mestrado, investigou referenciais pedagógicos para enriquecer a relação museu-escola. No doutorado, aprofundou os fundamentos epistemológicos dos principais museus de ciências brasileiros, mapeados pelos próprios educadores da área. Segundo ele, foram essas pesquisas que enriqueceram o repertório necessário para transformar a ideia em realidade. Não foi um projeto paralelo à academia. Foi construído dentro dela.

“Meu mestrado e doutorado foram dedicados à área museal, em especial à atuação de museus de ciências. Essa experiência me permitiu entrar em contato com inovações que envolvem a proteção ao patrimônio, a produção e exibição audiovisual, a educação científica e ambiental.”

Localizado na Fazenda São João, no interior paulista, o museu é um espaço de ciências a céu aberto, inspirado no conceito de ecomuseus, que une história do café, educação ambiental, patrimônio cultural e turismo rural. Hoje recebe mais de 15 mil pessoas por ano, entre estudantes de escolas públicas e visitantes espontâneos nos fins de semana.

Em 2023, teve sua inscrição deferida pelo Sistema Estadual de Museus (SISEM-SP), reconhecimento que atesta sua relevância institucional no ecossistema cultural paulista. Abriga também o Cine Rural, o primeiro cinema a céu aberto do interior de São Paulo.

Responsabilidade social como parte do modelo

O museu não opera apenas como equipamento cultural. Recebe escolas públicas, lares de idosos e pessoas com deficiência em projetos de responsabilidade social, e mantém ações contínuas de educação ambiental com colaboradores e visitantes. Entre as iniciativas ambientais, está o plantio de mudas nativas para recuperação do entorno do alto rio Batalha, manancial de abastecimento de Bauru, como parte de um compromisso ativo com a redução da pegada de carbono do espaço.

UNESP como origem e como parceria contínua

A relação com a UNESP não ficou no passado acadêmico. Hoje o Museu do Café de Piratininga mantém vínculos ativos com a universidade por meio de estágios, espaços de pesquisa e consultorias com empresas juniores. Uma via de mão dupla entre o museu e a comunidade universitária.

Para Guilherme, o Selo DNA UNESP representa algo concreto: a credibilidade de uma universidade pública com qualidade reconhecida em pesquisa e extensão, que agora se reflete diretamente na percepção do museu perante a sociedade.

Você também tem DNA UNESP?

O Museu do Café de Piratininga é um dos empreendimentos mapeados pela Agência UNESP de Inovação (AUIN) como parte de uma iniciativa que identifica negócios, projetos e organizações fundados ou liderados por pessoas com formação na UNESP.

Se você é ex-aluno, pesquisador ou servidor e tem um empreendimento com essa origem, participe do mapeamento. Sua história também faz parte desse ecossistema.

Fotos: Acervo Museu do Café de Piratininga

Carregando...

Problema

Carregando…

Solução

Carregado…

Fase do projeto

Carregando…

Código da Agência

carregando

Patente

Carregando…

Data de Depósito

Inventores

Data de Depósito

Carregando…

Inventor(es)

Carregando…