Única brasileira entre as 24 mulheres homenageadas este ano, Vanderlan será uma das palestrantes no simpósio que discutirá de que forma as mulheres estão representadas na comunidade científica internacional no congresso da União Internacional de Química Pura e Aplicada, em Porto Rico, no mês de agosto, ocasião em que receberá o prêmio. Vice-diretora da Agência UNESP de Inovação, 30 anos de carreira, Vanderlan atribui o reconhecimento à obstinação com que sempre se entregou à pesquisa e também ao trabalho de equipe e ao ambiente harmonioso que desfruta no IQ. “O prêmio é tão mais importante na medida em que ultrapassa as fronteiras do País, que nem sempre reconhece seus valores”, diz. “Não poucas vezes sofri discriminação, por ser mulher e nordestina”. Boas novas Praticamente ao mesmo tempo em que foi comunicada sobre a láurea norte-americana, Vanderlan recebeu duas outras boas noticias: um convite para abrir o congresso da Sociedade Brasileira de Química, em agosto, em São Paulo, ocasião em que receberá a medalha “Simon Matias”, considerada a homenagem mais importante a ser oferecida a um cientista brasileiro, e uma solicitação da Universidade Sorbonne IV, de Paris, França, onde deverá ministrar, em setembro, curso de pós-graduação como professora-visitante. “Sobretudo neste 2011, considerado o Ano Internacional da Química e em que se comemora o centenário do Prêmio Nobel de Química concedido a Marie Curie, é uma alegria muito grande ser lembrada pelos meus pares”, finaliza Vanderlan. Paulo Velloso



