Pesquisa trabalha com elementos reutilizáveis dos resíduos da produção de óleo de soja.
Estudante de Química do Instituto de Química da Unesp, de Araraquara, Carolina Varela Rodrigues, ficou com o segundo lugar no Falling Walls Brasil. Ela apresentou ao júri um sistema capaz de recuperar alguns elementos reutilizáveis dos resíduos da produção de óleo de soja. A estudante não participará da final internacional da competição, em novembro, em Berlim, mas poderá assistir a apresentações de pesquisas de cientistas renomados em uma conferência realizada durante o evento mundial.
O Falling Walls Lab 2013, um fórum internacional cujo objetivo é promover conexões interdisciplinares entre jovens acadêmicos, empreendedores e profissionais de todos os campos da ciência, de excelência no mundo inteiro, foi realizado no auditório Rui Barbosa, da Universidade Presbiteriana Mackenzie. O evento no Brasil foi realizado pelo Mackenzie e pela consultoria de gestão A.T. Kearney.
O mestrando Adriano Garcia, do Instituto de Biociências da Unesp, Câmpus de Botucatu, também participou da competição.
O evento teve como objetivo selecionar o melhor projeto entre mais de 200 candidatos, que foram selecionados em várias fases. A seleção final contou com 13 projetos, em áreas distintas e pré-selecionadas pela competição, como saúde humana e animal, química limpa e meio ambiente, inclusão social, infraestrutura e problemas urbanos e logística.
A seleção final envolveu os 13 finalistas, e a decisão final foi feita após a apresentação para o comitê avaliador e platéia. Vanderlan Bolzani, diretora executiva da Agência Unesp de Inovação (AUIn), representou o reitor da Unesp, Julio Cezar Durigan; e Fabiola Spiandorello, gerente de propriedade intelectual da AUIn também participou do evento.
Nesta final do evento, edição Brasil, cada jovem teve três minutos para apresentar a sua proposta a um júri, formado por professores e especialistas indicados pela empresa e pelo Centro Alemão de Ciência e Inovação de São Paulo, um dos apoiadores do programa.
A ideia principal da competição na reta final foi avaliar a criatividade e a inovação dos jovens selecionadas dentro de três grandes quesitos: viabilidade do projeto, impacto efetivo dele e o desempenho do apresentador, frente a um júri e plateia, com apenas 3 minutos de exposição.
O diretor da A.T. Kearney, Renato de Morais Ribeiro, explicou que um dos objetivos do Falling Walls é mostrar e colocar em discussão ideias de jovens talentos que podem mudar a sociedade, das mais diferentes maneiras.
O ganhador do Falling Walls Brasil foi o polonês Jarek Sochacki. Ele está no Brasil fazendo seu pós-doutorado, na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Há três meses ele começou a desenvolver seu projeto com células tronco a partir da urina. ‘O primeiro motivo de usar a urina como fonte é que é muito fácil obter as células’, explica.
Segundo o biólogo, com até 300 ml é possível ter células o suficiente para fazer a reprogramação. “A grande ideia de nosso laboratório é trabalhar com pacientes com enfermidades mentais, como esquizofrenia e alzheimer”. Em novembro, sua ideia disputará com outras 99 a final do Falling Walls Lab.
O evento na Universidade Presbiteriana Mackenzie ocorreu dia 9 de setembro.



