Pedagogia empreendedora.

Especialistas analisam a importância da difusão do empreendedorismo em sala de aula.

Criar um ambiente educacional propício para o surgimento de empreendedores potenciais é vital diante dos novos desafios da competitividade global e da inovação tecnológica, exigindo um novo profissional, um contínuo inovador, um empreendedor. “Estamos diante de um cenário mundial de redução do número de empregos oferecidos pelas grandes empresas e pelo setor público, do aumento das jornadas de trabalho e do exemplo dos jovens empreendedores que enriqueceram com suas ideias inovadoras” examina Renê José Rodrigues Fernandes, professor de empreendedorismo e Gerente de Projetos do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da FGV.

Ao olhar para este novo cenário, um novo papel cabe às instituições de ensino superior: atuar como agente ativo no processo de geração de conhecimento e interação com o mercado, construindo e difundindo uma visão empreendedora. “Motivar a ação empreendedora é extremamente importante pois a universidade deve assumir um novo paradigma, preparando o aluno para criar o próprio emprego, além de simplesmente utilizar todas as ferramentas técnicas que recebeu durante sua educação formal” pontua o docente. Para Sérgio Azevedo, professor de gestão de suprimentos na administração pública, planejamento e avaliação de investimentos públicos da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp de Araraquara, o papel dos educadores dentro de uma visão empreendedora, precisa ter ampliado seu foco de ação, ir além do conteúdo programático tradicional, adotando princípios de vida que possam gerar mentes críticas e conscientes da importância da iniciativa pessoal para o desempenho do seu próprio trabalho.

Para tanto, a Unesp se prepara para lançar ainda este ano a terceira oferta da intitulada “Disciplina de Empreendedorismo”. Paulo Carvalho, gerente de Transferência de Tecnologia da Agência Unesp de Inovação (Auin), explic a que a disciplina é divida em dois módulos, o primeiro focado em capacitação em gestão empresarial e o segundo em capacitação em gestão para a inovação. “A criação de um novo empreendimento de sucesso necessita de várias qualificações técnicas. O domínio sobre aspectos administrativos gerenciais e de vendas de uma atividade comercial ou empresarial requer talento pessoal, mas, acima de tudo, conhecimento profundo sobre economia, administração, atividades focadas em empreendedorismo e noção empresarial, além da visão do desenvolvimento. Assim, na atividade produtiva, a criação de um plano de negócios bem focado nestes aspectos pode promover uma melhor oportunidade para o desenvolvimento de uma atividade comercial ou empresarial” analisa o gerente da Auin.

Atualmente, credita-se aos profissionais empreendedores o papel de força motriz do crescimento econômico. “Ao introduzir no mercado inovações que tornam obsoletos os produtos e as tecnologias existentes, este novo profissional destaca a necessidade da inovação estar incorporada à estratégia empresarial visando obtenção de melhores condições de sobreviver e prosperar”, evidencia Ana Paula Menegazzo, doutora em Tecnologia Nuclear e Superintendente do Centro de Inovação Tecnológica/Centro Cerâmico do Brasil. Quando se compreende a importância da inovação no diferencial tecnológico de um país, é que se pode começar a pensar em programas que estimulem o empreendedorismo.

Inúmeras universidades em todo o país, já visualizam a importância da disciplina empreendedora. “As universidades, ao incorporarem tal disciplina, contribuem não apenas com a qualificação de seus alunos, mas com a sociedade como um todo” conclui Ana Claudia Fernandes Terence especialista em Administração Mercadológica e docente da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp de Araraquara.

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