Vida longa às incubadoras

Feira fomenta negócios e dribla risco de morte prematura de empresas

Um dos maiores problemas encontrados, hoje, pelas incubadoras é a sua morte prematura, ainda nos primeiros anos de funcionamento, justamente o período crítico desses empreendimentos. Foi pensando em contornar essa dificuldade – e também para mostrar o que de mais relevante tem surgido, no setor, em todo o País – que a Rede Paulista de Incubadoras (RPI) promoveu, entre os dias 16 e 18 de março últimos, a InovaBrasil – I Feira Empresarial de Incubadoras e Parques Tecnológicos. Realizada em São José dos Campos, município estrategicamente localizado próximo à Capital do Estado e com grande potencial tecnológico, a feira reuniu cerca de 250 empresas incubadas, inclusive duas ligadas à Unesp – Prospecta, de Botucatu, e Inove, de Guaratinguetá –, que esteve representada no evento pela Agência Unesp de Inovação (AUIN).

Para José Arana Varela, diretor executivo da AUIN, feiras como essa funcionam como uma espécie de portfólio, onde as incubadoras trocam experiências e onde os visitantes podem avaliar o que está sendo desenvolvido em termos de pesquisa de base tecnológica. “Com o incentivo empresarial que surge nestas ocasiões, as empresas geradas em incubadoras podem ganhar força e contornarem o risco de falência prematura”, diz.

Com exemplos de tecnologia de ponta em áreas como biotecnologia, aviação, metal-mecânica, eletroeletrônica, tecnologia da informação e agronegócio, entre outras, a InovaBrasil reuniu empresas incubadas dos estados de São Paulo, Ceará, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Da mesma forma, estiveram representadas na feira empresas do porte da Embraer, General Motors, Gerdau, Johnson & Johnson e Panasonic.

Saldo positivo

Para Antonio Vicente, gerente da Prospecta/Botucatu, o saldo do evento foi positivo: “Estiveram aqui perto de 80% das incubadoras do Estado, e nós pudemos mostrar os resultados obtidos por nossas oito empresas”. Entre outras, a Prospecta apresentou um serviço de produção de embriões bovinos, com desvio de sexo; um alimentador automático para peixes e crustáceos; um sistema de genotipagem de cepas de levedura para indústria sucroalcooleira, papel e celulose; e um sistema de rastreabilidade da cadeia de mel e carne.

Altair Emboava, da Inove/Guaratinguetá, concorda com seu colega de Botucatu: “Diante da exiguidade de recursos, confesso que fiquei surpreso, agradavelmente surpreso com os resultados”, afirma. A Inove levou à feira cinco empresas incubadas: show de energia para o ensino de física e matemática; fábrica de equipamentos para comunicação interna; projetos para a implantação de reflorestamernto; produção de cerâmica para uso odontológico; e equipamentos para tevê digital.

Como gerenciadora da política de propriedade intelectual na Universidade, a AUIN funciona como uma intermediação entre a empresa e o detentor da patente. “A participação em feiras e encontros de negócios representa uma das vertentes do apoio que a AUIN presta às incubadoras”, finaliza Varela.

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